Ele nunca lhe bateu no início. Dizia apenas que ela era “demasiado sensível”, que ninguém além dele a iria amar, que estava sempre a exagerar. Aos poucos, ela deixou de sair, deixou de sorrir e deixou de se reconhecer.
A violência psicológica destrói lentamente. Não deixa nódoas negras, mas deixa ansiedade, culpa, medo e uma profunda perda de autoestima.
Muitas vítimas permanecem anos em relações abusivas porque o abuso emocional é difícil de identificar — até para quem o vive.
A violência doméstica pode ser física, psicológica, sexual, económica ou digital. Todas deixam marcas. Todas devem ser levadas a sério.
Reconhecer o problema é um ato de coragem. Apoiar uma vítima pode salvar uma vida.

