Em Portalegre, a prática desportiva envolve centenas de jovens atletas, mas as infraestruturas disponíveis não conseguem dar resposta às necessidades. O resultado é uma realidade marcada por limitações, adaptações constantes e falta de condições.
Com a maioria das equipas dependente de um único pavilhão municipal, os horários tornam-se instáveis e insuficientes. “Há semanas em que treinamos menos do que devíamos”, conta Denisa Barbu, atleta de voleibol, apontando para a dificuldade em manter a regularidade.
A situação repete-se em diferentes modalidades, entre equipas, escalões e entidades que partilham os mesmos espaços, a gestão dos treinos transforma-se num verdadeiro desafio. “É difícil dar resposta a todos”, admite Rita Simão, coordenadora da Casa do Benfica de Portalegre, num contexto em que os pavilhões são escassos e muito procurados.
As limitações não ficam pela disponibilidade, em alguns pavilhões, as condições levantam preocupações. “No inverno, o piso torna-se mais perigoso”, refere Brener Silva, sublinhando o impacto que isso pode ter na segurança dos atletas.
O problema já é reconhecido pela autarquia, que admite falhas no passado. “Estamos a tentar recuperar o atraso”, afirma o vereador do desporto da Câmara Municipal de Portalegre, Manuel Mata. Entre as soluções estão melhorias no pavilhão municipal existente e a construção de um novo espaço multiusos.
Até lá, o crescimento do desporto na cidade continua a embater na falta de infraestruturas.
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Autor: José Neves









