
O Memória Contada nasce da vontade de dar voz às histórias, tradições e memórias do distrito de Portalegre que tantas vezes permanecem esquecidas ou pouco representadas nos meios de comunicação. Através do jornalismo cultural e de uma abordagem multimédia, procuramos valorizar o património material e imaterial do distrito, aproximando as comunidades das suas próprias histórias.
Mais do que dar visibilidade, o Memória Contada pretende contribuir para a preservação da memória coletiva e para o reforço da identidade regional, valorizando histórias que fazem parte da cultura e da vivência das populações.
Este projeto é desenvolvido por um grupo de estudantes da licenciatura em Jornalismo e Comunicação da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre – Ana Grilo, Pedro Bilro, Pedro Nogueira e Vasco Lopes – unidos pelo interesse no jornalismo cultural, na narrativa multimédia e na valorização das comunidades e memórias locais.
Missão
O projeto Memória Contada tem como missão valorizar e divulgar o património cultural, material e imaterial, do distrito de Portalegre através de um trabalho jornalístico multimédia. Pretende criar conteúdos informativos e interativos que reforcem a identidade regional e deem maior visibilidade às memórias e tradições locais.
Visão
O Memória Contada ambiciona afirmar-se como uma referência na valorização e divulgação do património cultural do distrito de Portalegre, contribuindo para a preservação da memória coletiva e para o reforço da identidade regional. Pretende inspirar uma maior consciência cultural e um sentimento de pertença nas comunidades locais, através de um jornalismo próximo, humanizado e inovador.
O projeto procura ainda incentivar o interesse das gerações atuais e futuras pela história, pelas tradições e expressões culturais do território, promovendo uma relação mais próxima entre as comunidades e o seu património.
Valores
Valorização do património
- Compromisso com a atribuição de visibilidade e identidade ao património cultural, material e imaterial, do distrito de Portalegre que tem pouca ou nenhuma visibilidade nos meios de comunicação locais e regionais.
- Respeito pela memória coletiva e pelas histórias, promovendo o seu resgate e a sua valorização como parte essencial da identidade regional.
Compromisso com a comunidade
- Estabelecimento de uma relação de ética e de respeito com as populações locais, especialistas e entidades envolvidas, colocando-as no centro da narrativa.
- Envolvimento ativo com as comunidades retratadas, dando voz a diferentes perspetivas e reconhecendo o património como um reflexo vital da identidade cultural do distrito.
Acessibilidade e inovação narrativa
- Implementação de múltiplos géneros jornalísticos (notícias, reportagens, entrevistas…) como elementos centrais para a construção de uma narrativa coerente e acessível.
- Uso criativo e ético das técnicas multimédia, respeitando os princípios do jornalismo para aproximar diferentes públicos-alvo e tornar o património cultural significativo para a comunidade.
Rigor e responsabilidade jornalística
- Compromisso com a precisão da investigação e a veracidade das informações recolhidas em trabalho de campo, valorizando o registo direto e in loco como base para contar histórias verdadeiras sobre o património cultural do distrito.
- Respeito pelo contexto histórico, social e cultural dos lugares e das gentes, promovendo uma compreensão profunda da realidade documentada.
Perspetiva crítica e contextualização
- Compromisso com a integridade narrativa, onde as escolhas criativas e editoriais refletem a realidade com rigor, evitando simplificações em excesso.
- Compreensão das causas da pouca ou nenhuma visibilidade do património, problematizando as dinâmicas que contribuem para o seu esquecimento.
Estatuto editorial
1. A valorização e divulgação do património cultural, material e imaterial, do distrito de Portalegre, com especial atenção às memórias, tradições, histórias e identidades locais, que possuem pouca ou nenhuma visibilidade nos meios de comunicação.
2. A produção de conteúdos jornalísticos de forma isenta, ética, independente e responsável, sem qualquer tipo de influência político-partidária, religiosa ou económica que comprometa a imparcialidade do projeto.
3. O compromisso com o rigor jornalístico, através da investigação, da verificação dos factos e da contextualização histórica, social e cultural das temáticas abordadas.
4. O respeito pelas comunidades locais, especialistas, associações e entidades envolvidas, garantindo uma representação digna, próxima e humanizada das suas histórias, testemunhos e memórias.
5. A defesa e preservação da memória coletiva e da identidade regional, reconhecendo o património cultural como um elemento essencial da construção social e cultural do distrito de Portalegre.
6. O compromisso de ouvir diferentes perspetivas e intervenientes relacionados com os temas abordados, assegurando o contraditório e promovendo uma visão plural da realidade cultural.
7. O respeito absoluto pelas fontes de informação, assegurando o anonimato sempre que solicitado ou quando a natureza da situação assim o justificar.
8. A distinção clara entre conteúdos informativos, interpretativos e opinativos, identificando de forma transparente os diferentes géneros jornalísticos utilizados no projeto.
9. O compromisso com uma linguagem clara, acessível e rigorosa, capaz de aproximar diferentes públicos das temáticas culturais e patrimoniais abordadas.
10. A valorização das potencialidades da narrativa multimédia, recorrendo de forma ética e criativa a formatos como reportagens escritas e em vídeo, fotogalerias, áudios e conteúdos interativos, respeitando os princípios do jornalismo cultural.
11. O “Memória Contada” compromete-se a respeitar os princípios acima referidos, promovendo um jornalismo cultural de proximidade que contribua para a valorização, preservação e reconhecimento do património cultural do distrito de Portalegre.
