As claques ligadas ao Sporting CP e ao SL Benfica têm desempenhado um papel marcante na cultura do dérbi lisboeta ao longo das últimas décadas. Do lado do Sporting, destaca-se a Juventude Leonina e o Directivo Ultras XXI, enquanto do lado do Benfica sobressaem grupos como os No Name Boys e os Diabos Vermelhos. Estes grupos contribuíram para dar cor, som e intensidade às bancadas, mas também estiveram associados a períodos de maior tensão na rivalidade.
Desde os anos 80 e 90, a presença de claques organizadas tornou o ambiente dos jogos mais intenso, com coreografias, cânticos constantes e forte identidade visual. No entanto, esse mesmo crescimento coincidiu com fases em que a rivalidade fora do campo se tornou mais visível, especialmente em jogos de maior risco entre os dois clubes de Lisboa.
Ao longo dos anos, registaram-se episódios de confrontos entre grupos de adeptos, tensões em deslocações e forte presença policial em dias de dérbi. Muitas destas situações ocorreram fora das quatro linhas, em zonas de acesso aos estádios ou pontos de encontro, levando a medidas de segurança cada vez mais rigorosas.
Um dos episódios mais trágicos deste contexto aconteceu na final da Taça de Portugal Final de 1996, no Estádio Nacional do Jamor. Num ambiente altamente tenso nas bancadas, o jogo ficou marcado pela morte de Rui Mendes, adepto do Sporting, atingido por um artefacto pirotécnico vindo da zona ocupada por adeptos do Benfica. O caso teve um impacto profundo no futebol português e alterou a forma como se passou a encarar a segurança em grandes jogos.
A partir daí, houve um reforço significativo das medidas de controlo, com maior vigilância, policiamento e restrições ao uso de pirotecnia. Ainda assim, a rivalidade entre claques manteve-se viva, continuando a exigir atenção das autoridades em jogos considerados de risco elevado.
Hoje, apesar de existirem esforços para promover um ambiente mais seguro, o dérbi lisboeta continua a ser um dos mais intensos da Europa, com as claques a manterem um papel central na atmosfera — e também na vigilância constante sobre os limites da rivalidade.








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