Nos últimos anos, as redes sociais têm assistido ao regresso de um ideal de beleza que muitos pensavam ter ficado para trás: a valorização da extrema magreza. Depois de uma década marcada pela popularização das curvas e da estética “slim thick”, impulsionada por celebridades e influenciadoras, observa-se uma mudança visível nos padrões corporais promovidos online.
Um dos exemplos mais comentados é o de Kylie Jenner, que revelou ter removido parte dos seus implantes mamários e adotado uma imagem mais natural. A transformação foi amplamente analisada por fãs e meios de comunicação, sendo vista por muitos como um símbolo da mudança de tendências na cultura digital. Outras figuras públicas também têm surgido com silhuetas mais magras, reforçando a perceção de que o ideal estético está novamente a mudar.
Esta tendência tem um impacto particular na Geração Z, que cresceu num ambiente dominado pelas redes sociais e pela exposição constante a imagens de corpos considerados “perfeitos”. Em plataformas como o TikTok e o Instagram, tendências relacionadas com alimentação, exercício físico e aparência física espalham-se rapidamente, influenciando a forma como muitos jovens veem o próprio corpo.
No final, a volta da grande magreza mostra como os padrões de beleza continuam a ser cíclicos. A diferença é que, na era das redes sociais, essas mudanças acontecem mais depressa, alcançam mais pessoas e têm um impacto muito mais profundo na forma como os jovens constroem a sua identidade e autoestima.

Publicado por: Catarina Antunes
