O termo “nepo baby” tornou-se uma das expressões mais discutidas da cultura pop recente. Usado para descrever filhos de celebridades que seguem carreiras semelhantes às dos pais, o conceito expõe uma realidade antiga da indústria do entretenimento: o peso do nome de família.
Figuras como Lily-Rose Depp, Hailey Bieber e Dakota Johnson tornaram-se frequentemente associadas a este debate. Embora muitas destas celebridades rejeitem a ideia de que a sua carreira depende apenas do apelido, é inegável que crescer dentro da indústria oferece acesso privilegiado a contactos, oportunidades e visibilidade desde muito cedo.
O debate intensificou-se com a cultura das redes sociais, onde a Geração Z valoriza cada vez mais a ideia de “autenticidade” e mérito individual. Ao mesmo tempo, muitos argumentam que talento e privilégio podem coexistir e que ter oportunidades não garante sucesso, apenas facilita o ponto de partida.
Mais do que uma crítica direta, a discussão sobre nepo babies expõe uma tensão maior na cultura contemporânea: até que ponto o sucesso é construído por mérito próprio, e até que ponto é herdado?

Publicado por: Salomé Mendes
